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Unificação da Uemg alavanca Cidade da Ciência e do Conhecimento



Colocar na vitrine o que já existe e funciona. É essa a definição do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, para a ‘criação’ da Cidade da Ciência e do Conhecimento, na Região Leste de BH. Segundo ele, o segredo será tornar único um espaço que agrega instituições com o mesmo perfil. Ele conta que a base da cidade partiu da vontade do governador Antonio Anastasia de unificar a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).

Para isso, o escritório de arquitetura e urbanismo do ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, foi consultado na semana passada, conforme mostrou o Estado de Minas, para desenvolver o projeto urbanístico da Cidade da Ciência. “Tenho certeza de que eles nos trarão uma concepção moderna, do ponto de vista urbanístico. A ideia é construir um grande centro de convivência com restaurantes, centro comercial e de serviços e até um hotel”, acrescenta Rodrigues.

O câmpus Uemg será formado por oito prédios em área de 90 mil metros quadrados, ao custo de R$ 140 milhões. Ao seu lado estará a nova sede da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), em área de 10 mil metros quadrados. Além da estrutura administrativa da fundação, o espaço contará com um centro de convenções, com capacidade para 1 mil pessoas. Os quase R$ 50 milhões para a Fapemig sairão do seu próprio orçamento.

“Vamos buscar apoio na iniciativa privada, parcerias, emendas parlamentares. Pretendemos nos desfazer de alguns bens do estado, a maioria prédios ociosos, para conseguir recursos. Para iniciar os trabalhos, já temos R$ 70 milhões. O governador aposta no projeto, mas não vai aportar recursos. Por isso, vamos ter de inventar. Vislumbro a Cidade da Ciência pronta na Copa’2014, para ser um grande atrativo de BH”, diz.

O câmpus da Uemg vai reunir as unidades da capital – Fundação Escola Guignard, Escola de Música, Escola de Design, Faculdade de Educação e Faculdade de Políticas Públicas Tancredo Neves. Integram ainda a universidade as unidades de Barbacena, Frutal, Leopoldina, Ubá, Poços de Caldas e João Monlevade. A Uemg empresta o nome a seis fundações: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Carangola, Fundação Educacional do Vale do Jequitinhonha em Diamantina, Fundação de Ensino Superior de Passos, Fundação Educacional de Divinópolis, Fundação Educacional de Ituiutaba e Fundação Cultural Campanha da Princesa, de Campanha.

É intenção do governo torná-las estaduais até 2013. Atualmente, as escolas da Uemg em BH têm 3 mil alunos, número considerado baixo diante do potencial da instituição, que tem no cardápio 28 cursos de graduação na capital. “Com a unificação da Uemg, com 16 unidades, seremos a terceira maior instituição de ensino superior em Minas”, ressalta Narcio Rodrigues.

Parceria e projeto

Uma das parcerias recém-firmadas para dar outro passo importante para a Cidade da Ciência foi firmada no dia 19 com o Senai-MG, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Sectes. “É uma cooperação para reestruturar o Centro Tecnológico de Minas (Cetec), dotando-o de modernos laboratórios e equipamentos”, diz o secretário Narcio.

Os projetos básicos da Cidade da Ciência estão prontos, restam agora os executivos. O próximo passo, segundo Narcio, é lançar os editais de licitação para a construção dos prédios da Uemg e da sede da Fapemig. O primeiro deve ocorrer até o fim do ano. Já o da Fapemig deve ser aberto até o dia 30, quando a fundação celebra seus 25 anos

Postado por Jorge Espeschit em 30/05/2011

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1 Comentários para "Unificação da Uemg alavanca Cidade da Ciência e do Conhecimento"

  1. Mr Souza 01/06/2011

    se isso realmente acontecer , Minas Gerais vai avançar , e muito na educaçao !

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