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Patrimônio Histórico e Cultural

A rua Jacuí nos leva à uma BH que não existe mais



Rua Jacuí é uma das ruas mais antigas de Belo Horizonte. Começa no bairro Floresta, corta a Av. Cristiano Machado, passa pela Faculdade Universo, cruza a Av. Cristiano Machado mais uma vez ao lado do Minas Casa, é retomada no bairro São Paulo, e termina na entrada do Bairro São Gabriel.

 

 Segue o caminho por onde passava antigamente a estrada que ligava Belo Horizonte a Santa Luzia, e sua existência é muito anterior à de outras vias da região como a Av. Antonio Carlos e a Av. Cristiano Machado. Durante muitos anos foi a principal via de acesso à região Nordeste de BH. Somente em 1971, com a construção do Túnel da Lagoinha e da Av. Cristiano Machado, a rua deixou de ter o papel principal; porém ela continua sendo uma via importante para os bairros da região, sendo usada por várias linhas de ônibus. É uma das ruas mais longas de Belo Horizonte, sendo a única rua a cruzar a Avenida Cristiano Machado. 

 

Patrimônio 

 

Conhecida como o “caminho da roça” nos anos 20, a rua Jacuí ligava a capital a Santa Luzia, cortando, naquela época, a região essencialmente rural de Belo Horizonte. Principal acesso aos bairros da região Nordeste, a rua era coberta por lascas de pedra e areia e caracterizava-se por uma via de passagem entre a região e o centro da cidade.

Em meados dos anos 20 e no início dos 30, com os diversos loteamentos de chácaras e fazendas, a paisagem da rua começou a mudar e traços urbanísticos ganharam destaque. Ruas foram abertas, sempre pensadas como paralelas ou transversais à Jacuí. Construções foram margeando seu trajeto e um diversificado comércio concentrou-se no trecho do bairro Renascença, com a criação da Companhia Renascença Industrial.

A fábrica têxtil promoveu uma grande mudança na região. Os apitos da fábrica comandavam o dia-a-dia das centenas de operários e ditava o som que se ouvia na rua Jacuí. Uma curiosidade é que foi no bairro Renascença, nas festas e desfiles promovidos pela Companhia Industrial, que o talento da tecelã Clara Nunes foi revelado.

Com a “revolução industrial” da rua Jacuí era necessária a implantação de uma linha de bonde mais próxima à região, que pudesse deslocar o grande número de trabalhadores que se dirigiam à via todos os dias. Com isso, em 1936, a linha de bonde do bairro Renascença, que fazia o trajeto Floresta/Renascença, foi inaugurada e, já naquela época, a rua Jacuí centralizava em seu eixo grande parte do tráfego da região.


Daquele tempo só restaram alguns antigos moradores e sete casarões tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal. As edificações preservam suas características originais e atraem a atenção das pessoas que costumam passar pelo local.

 

 

Postado por Jorge Espeschit em 15/03/2012

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3 Comentários para "A rua Jacuí nos leva à uma BH que não existe mais"

  1. Kelinfolo 29/06/2017

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  2. Eliana Reis 14/01/2013

    Meu pai, Dr. João Salvador dos Reis, construiu um hospital na rua jacuí 2777. "Policlínica Renascença". Tenho um carinho especial por essa Rua!

  3. valquiria 27/05/2012

    minha mae naceu na rua jacui , ela naceu 1949 foi registrada em 1951 ela foi adota ela tinha seis irmaos , o apelido dela era nana , sera que algum morador antigo da rua jacui ja ouviu falar de uma mulher da vida que deu seu seis filhos entre os anos 1951 nesta epoca ela tinha 3 anos ela tem um sonho de encontrar algum irmao a unica lembrança era rua jacui

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