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Direito à Cidade

Ideias para construir cidades focadas nas pessoas



Desenvolver e aplicar projetos que tornam as cidades mais humanas. Foi este o pensamento que conduziu o workshop do colombiano Guillermo Peñalosa, diretor executivo da ONG canadense 8-80 Cities. O evento, realizado nesta quinta-feira, dia 14, no auditório JK, na sede da Prefeitura de Belo Horizonte, foi uma das atividades que marcaram a abertura do Congresso Mundial do Iclei na capital. Mais de 200 participantes, entre gestores, ativistas e pesquisadores, conheceram diversos sistemas de políticas sustentáveis, que foram instaladas em diferentes cidades do planeta. O encontro contou com as presenças do prefeito Marcio Lacerda, da secretária executiva do Iclei para a América do Sul, Florence Lalöe, do secretário municipal de Meio Ambiente, Vasco Araújo, e do secretário municipal adjunto de Relações Internacionais, Rodrigo Perpétuo, entre outras autoridades.

Peñalosa convidou a plateia a levantar algumas possibilidades para se construir uma cidade vibrante e uma comunidade mais saudável. Para estimular os participantes, ele compartilhou alguns projetos, que foram desenvolvidos com a consciência de que cidades devem ser criadas pensando, prioritariamente, no público. “O bem estar de um centro urbano, assim como sua dinâmica de sustentabilidade, está relacionado diretamente à qualidade de vida das pessoas que habitam o local”, avaliou o especialista, que também já foi secretário da pasta de Parques, Esportes e Recreação da cidade de Bogotá, capital boliviana.



Uma das razões que alavancaram essas gestões sustentáveis foi que ao longo dos anos, a evolução da expectativa de vida no mundo aumentou. No Brasil, por exemplo, a média de vida dos cidadãos em 1850 girava em torno de 35 anos. Anos depois, este número praticamente dobrou. Sob essa perspectiva alguns governos mudaram o foco de suas políticas, priorizando a qualidade de vida da população. Como foi o caso em Amsterdã, que na década de 1980 incentivou seus habitantes a utilizar a bicicleta, na tentativa de reduzir os problemas de mobilidade urbana em suas ruas. Hoje o veículo alternativo é a opção escolhida por 61% da população na cidade holandesa.

Outra iniciativa visionária foi o projeto Vila Recreativa, que trouxe benefícios para a população mexicana da cidade de Guadalajara. A iniciativa interdita avenidas da cidade aos domingos, as transformando em espaços para atividades físicas, de convivência e lazer. O objetivo principal é combater o sedentarismo e fazer com que a população vivencie mais o espaço urbano. Vale lembrar que o mesmo já acontece em BH, com o projeto Domingo a Rua é Nossa, realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer desde 2009. Além desses exemplos, a apresentação aprofundou na temática dos passeios públicos e parques. Também foram citados projetos que resignificam áreas comuns, como a recuperação do córrego de Seul, na Coréia do Sul, que se tornou atração turística depois da retirada da via expressa, que passava sobre ele.

Postado por Jorge Espeschit em 15/06/2012

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