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Patrimônio Histórico e Cultural

Obra de Oscar Niemeyer, Casa do Baile, centro de referência em urbanismo, arquitetura e design


Obra de Oscar Niemeyer, Casa do Baile, centro de referência em urbanismo, arquitetura e design

Com um jardim bem maior do que sua área construída, a Casa do Baile, pequena notável do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, completou 70 anos de existência em novembro deste ano, consolidando sua vocação como centro de referência de urbanismo, arquitetura e design. Seu salão de 255 m2 sedia há dez anos exposições temporárias, lançamento e divulgação de publicações, promoção de seminários, encontros e outros relacionados a estes temas, com o objetivo de organizar, documentar e valorizar os espaços e objetos que se tornaram referência na vida cotidiana da sociedade, valorizando a identidade social de Belo Horizonte.

 

A Casa do Baile recebe palestras mensais, além de exibição de filmes e atividades educativas agendadas. O local atende estudantes, grupos de visitantes e deficientes visuais interessados em conhecer o Conjunto Arquitetônico da Lagoa da Pampulha, com acervo de fotos, vídeos, além de maquetes de prédios tombados pelo Patrimônio Histórico da capital mineira.

 

Técnico em patrimônio cultural, Cassio Gonçalves Campos, que trabalha na Casa do Baile há aproximadamente três anos, enumera os aspectos positivos do seu trabalho. “É muito bacana e bem interessante o contato com o público. Assim como é válida a oportunidade de pesquisar no local e produzir exposições”, disse.

 

Mas os atrativos da Casa do Baile não se limitam aos especialistas em arquitetura, urbanismo ou design. O local continua atraindo gente pela sua beleza plástica, independentemente do conteúdo. O engenheiro Daniel Pizato e a estudante de física Andressa, turistas brasilienses de passagem por BH, tiraram um tempo para fotografar a Casa do Baile durante uma visita à região da Pampulha. “Pegamos o carro e seguimos as placas para Pampulha até aqui”, contam. “Gostamos do paisagismo e o ambiente da orla é bacana”.

 

“Eu fiz a marquise da Casa do Baile em curva, que às vezes explicava, dizendo para melhor me fazer entendido, que elas seguiam as curvas da ilha, mas na verdade era o elemento plástico da curva que me interessava” (Oscar Niemeyer)

 

 

Serviço
Endereço: avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 19h
E-mail: cb.fmc@pbh.gov.br

 

Visitas agendadas: Voltadas para estudantes, grupos ou deficientes visuais, possuem temas variados como história da orla da lagoa da Pampulha e seus pontos turísticos além de visitas técnicas. As visitas acontecem de terça a sexta-feira, das 9h às 19h.

Telefone para agendamento: 3277-7443.

 

História

1940 - São iniciadas as obras de Oscar Niemeyer na Pampulha, começando a ocupação da região, o que só se completaria após três décadas, com a construção de prédios como o Mineirinho.
29 de novembro de 1942 – A Casa do Baile é inaugurada para abrigar um pequeno restaurante, um salão com mesas, pista de dança, cozinha e toaletes, com o objetivo de ser um local de diversão e reuniões populares e valorizar o complexo arquitetônico da Pampulha. O projeto arquitetônico era de Oscar Niemeyer, o projeto estrutural de Albino Froufe e o paisagismo de Roberto Burle Marx.
1946 – A proibição do jogo resulta o fechamento do Cassino, atual Museu de Arte da Pampulha (MAP), o que influenciou a Casa do Baile a encerrar suas atividades.
Década de 1980 – O espaço é utilizado para fins diversos como anexo do MAP e restaurante, terminando por ser fechado novamente.
1984 – Tombado como patrimônio cultural pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha)
1997 – Tombado como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
12 de dezembro de 2002 – A Casa do Baile é restaurada, com projeto de Oscar Niemeyer e colaboração dos arquitetos Álvaro Hardy e Mariza Machado Coelho. Além de novos sistemas de climatização e iluminação, o local tem seus jardins revitalizados, obedecendo a intenção paisagística da proposta original de Burle Marx.
2003 – Tombado como patrimônio cultural pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.
2003 – O Oscar Niemeyer visita a Casa do Baile e realiza inscrições alusivas à criação do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.
29 de novembro de 2012 – Completa 70 anos de existência.
12 de dezembro de 2012 – Completa 10 anos como Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design, vinculado à Fundação Municipal de Cultura.
 

A estrutura da Casa do Baile

Salão de 255m2
Auditório de 53 lugares com recursos multimídia
Salas de apoio administrativo
Jardins
Marquise que une o salão ao antigo camarim

 

Curiosidades

A Casa do Baile tem um jardim de aproximadamente 2.579 m2, com plantas com os nomes populares de cana da índia, arezina e murungu.
Está implantada em uma ilha artificial ligada às margens da lagoa através de uma ponte.
Sua construção é composta por dois círculos que se encontram na entrada.

Postado por Jorge Espeschit em 08/12/2012

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