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Patrimônio Histórico e Cultural

Mercado Central, ponto de encontro de gerações de belo-horizontinos


Mercado Central, ponto de encontro de gerações de belo-horizontinos

Tradicional ponto de encontro, espaço comercial que espalha sabores, cores e cheiros e um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, o Mercado Central se mantém cada vez mais vivo no dia a dia do cidadão belo-horizontino. Instalado na avenida Augusto de Lima, 744, Centro, desde o final da década de 1920, o mercado reúne mais de 400 lojas e oferece produtos típicos mineiros, como queijos e doces, peças artesenais e também abre espaço para bares e restaurantes.

 

Luís Augusto da Silva, que trabalha desde 1977 no local, se sente em casa no mercado. “Eu cresci aqui, tudo o que tenho e aprendi foi por meio da convivência com todos no mercado. Eu gosto desse espaço como se fosse minha casa e das pessoas como se fizessem parte da minha família”, disse.

 

 

Não tem como passar pela porta do Mercado Central e não entrar. É um espaço onde os visitantes podem encontrar de tudo. Pela área de 22 mil metros quadrados, passam diariamente entre segunda e sexta 30 mil pessoas por dia. O número cresce aos sábados, quando aproximadamente 60 mil pessoas visitam o mercado, e domingos, dia em que 40 mil pessoas passam por lá. Para atender todos que passam pelo local, o espaço oferece visitas guiadas para turistas e estudantes (veja detalhes abaixo).

 

O Mercado Central também abriga uma capela, oferece um grande estacionamento para o público no último andar do prédio e também tem entradas por vias importantes da cidade, como a avenida Amazonas e as ruas Goitacazes, Padre Belchior, Curitiba e Santa Catarina.

 

Mesmo com o passar do tempo e com diversas lojas dos mais diferentes tipos espalhadas pelo seu interior, o Mercado Central permanece com o propósito de ser um local de abastecimento, além de ser um autêntico e tradicional ponto de encontro. É também considerado um ponto gastronômico da cidade e um dos pratos mais disputados do local, o fígado acebolado com jiló, já tem fama internacional.

 

História

A história do Mercado Central remete a 1900, quando ainda existia o Mercado Municipal, localizado onde hoje funciona a rodoviária da capital mineira. Naquela época, a cidade tinha cerca de 13 mil habitantes. Passados alguns anos, em 1929, a cidade já abrigava mais de 47 mil pessoas e havia a necessidade de expandir e construir um local com uma melhor estrutura para o abastecimento de hortifrutigranjeiros e carnes.

 

Quando inaugurado no atual endereço, em 1929, o Mercado Central era cercado com pequenas barracas feitas de madeira e cobertas por telhas de amianto e tabuleiros. As carroças e os poucos veículos que circulavam naquela época ficavam do lado de fora, no “curral das éguas”, que ficava no quarteirão da rua Goitacazes. O chão era de terra e, nas épocas de chuva, transformava-se em lama. Imperavam os armazéns e os hortifrutigranjeiros que chegavam quase que diariamente de diversos municípios do interior do estado, trazidos por pequenos produtores que encontravam na capital o sustento de suas famílias e a promessa de um futuro mais próspero.

 

Na década de 1950, com o desenvolvimento da cidade, a chegada de novos supermercados e a mudança nos hábitos de compra da população, os armazéns do Mercado Central foram perdendo a freguesia. E a administração municipal, alegando não dispor de recursos para continuar administrando o local, colocou o terreno à venda. No dia do leilão, os comerciantes, representados pela Cooperativa de Construção Ltda. de Ocupantes do Mercado Municipal lotaram a sala e arremataram a propriedade. Ao arrematarem o terreno, eles se comprometeram a demolir o prédio antigo para construir outro, coberto e com a infraestrutura necessária para atender com qualidade seus clientes - isso tudo em um período de 5 anos. O compromisso foi cumprido.

 

Entre os anos de 1970 e 1990, surgiram em Belo Horizonte as grandes redes de supermercados, o que motivou uma mudança nos hábitos de consumo da população. Com isso, o Mercado Central passou por uma reformulação no seu grupo de lojas, migrando para os setores de ferragens, utensílios domésticos, laticínios, açougues, casas de biscoitos e floras. Nos anos 2000, o Mercado Central se firmou no cenário belo-horizontino como ponto turístico e ficou marcado pela manutenção e permanência das suas tradicionais lojas e vendas.

 

Comemoração de aniversário

 

O Mercado Central fez 83 anos no dia 7 de setembro de 2012. Durante as comemorações foi realizada uma cavalgada com tropeiros a fim de resgatar a cultura antiga e a história das décadas de 1960 e 1970. Além disso, a festa arrecadou alimentos não perecíveis em troca de ingressos. Ao final do evento foram doadas mais de 600 cestas básicas para instituições carentes e para pessoas necessitadas.

 

Serviço:
Horário de funcionamento: segunda-feira a sábado, das 7h às 18h, e domingos e feriados, das 7h às 13h.
Endereço: avenida Augusto de Lima, 744, Barro Preto.

 

Visitas guiadas

 

O Mercado Central tem um posto de informação turística, criado em parceria com a Belotur, com guias bilíngues. Para atender melhor os visitantes, guias fazem passeios monitorados com grupos de até 20 pessoas. O agendamento pode ser feito no posto de informações turísticas. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 3277-4691. O atendimento acontece de segunda a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 13h.

 

As escolas da capital também podem conhecer o Mercado Central por meio do projeto Consumidor do Futuro. Os participantes acompanham uma palestra ministrada por uma historiadora, assistem a um vídeo institucional sobre a história do mercado e passeiam pelos corredores acompanhados pela equipe de seguranças. As visitas acontecem às 8h30 e às 14h30, sendo uma escola por turno, com cerca de 60 alunos por visita. O agendamento deve ser feito pelo telefone 3274-9434, das 9h às 17h.

Postado por Jorge Espeschit em 04/07/2013

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