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Obras na rede de esgoto do Zoológico reforçam trabalhos de despoluição da Lagoa da Pampulha



Uma das obras do conjunto de 37 ações planejadas para reduzir em mais de 95% o esgoto sanitário lançado na Lagoa da Pampulha está em andamento no Jardim Zoológico de Belo Horizonte (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha). A Copasa está implantando 6.271 metros de redes coletoras e interceptoras, que conduzem o esgoto das redes coletoras até a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Onça, no bairro Ribeiro de Abreu. As obras estão em andamento e devem ser encerradas em dezembro.

 

Segundo o chefe do Distrito de Belo Horizonte Norte da Copasa, Wanderley Fonseca, com a despoluição do córrego que deságua na Lagoa da Pampulha, a área de influência vai se tornar muito mais agradável, devolvendo à população a orla como espaço de lazer e convivência. A estruturação da rede no zoológico irá destinar à ETE Onça os dejetos de todos os banheiros públicos, bares e administração da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte (FZB-BH). O atendimento vai contemplar, ainda, os recintos dos animais e a demanda crescente nos finais de semana, quando o local recebe cerca de 30 mil visitantes.

 

O Jardim Zoológico ocupa uma área de 145 hectares, abriga mais de 270 espécies e recebe mais de um milhão de visitantes por ano. Desde sua criação, em 1959, o sistema utilizado para destinação de dejetos é o de fossas, cavidades abertas no solo para armazenamento de detritos. Há 10 anos foi construído o primeiro trecho de rede de esgoto interna na portaria 2. Em 2009, a implantação do aquário temático da Bacia do Rio São Francisco também foi contemplada com rede de esgoto.

 

Implantação da rede

 

Fundação Zoo-Botânica e Copasa firmaram parceria para implantar a rede de esgoto interna, fazendo a interligação à rede da companhia, para destinar o material à ETE Onça. “Mesmo utilizando equipamentos modernos, como fazemos hoje, a limpeza de fossas é operacionalmente difícil”, destaca o presidente da FZB-BH, Jorge Espeschit. Em 2011 a Copasa fez o projeto do sistema interno de esgotamento e, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, executou a obra. A implantação do projeto foi facilitada pela instalação da Estação Elevatória de Esgoto (EEE) Pampulha, localizada no bairro Braúnas, que reduziu os custos de construção da rede na FZB-BH.

 

No final de 2013, com o novo sistema de esgotamento sanitário implantado, a fauna do local vai contar com tratamento integralmente adequado para os dejetos que gerar. Diretor do Jardim Zoológico, Carlyle Mendes Coelho avalia que, com o tratamento adequado do esgoto, os visitantes passam a contar com um espaço mais limpo, compatível com a visão organizacional. “Sabemos dos problemas gerados por tratamentos inadequados de efluentes, principalmente para a Zoo-Botânica, que preza a manutenção ambiental”, disse.

 

Conscientização

 

A geração de resultados efetivos na despoluição da bacia depende da contribuição de toda a sociedade. A população deve fazer sua parte não jogando lixo nos córregos e, para ajudar nos procedimentos, a ligar a rede dos imóveis à rede da Copasa. A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a Copasa e também com a Prefeitura de Contagem, atua junto às comunidades do entorno das obras. O objetivo é mobilizar esse o público, sensibilizando-o quanto à importância de adotar atitudes sustentáveis, tendo, com isso, o retorno da beleza do cartão postal de Belo Horizonte. Além disso, outro benefício resultante de ações ambientais corretas é o resgate da Lagoa da Pampulha como área de lazer e a valorização dos imóveis da região.

 

Foto: Suziane Fonseca

Postado por Jorge Espeschit em 10/09/2013

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