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Projeto na Zoo-Botânica incentiva funcionários a ler


Projeto na Zoo-Botânica incentiva funcionários a ler

Uma iniciativa está “dando o que falar”, ou melhor, “dando o que ler” na Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH), que fica na avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, na Pampulha. Trata-se da implantação de um espaço de leitura e empréstimo de livros no galpão do Jardim Botânico da instituição, o projeto Leu-Devolveu. 

De acordo com a idealizadora do projeto, a bióloga Márcia Bacelar, o espaço foi criado com objetivo de incentivar os servidores e funcionários do Jardim Botânico da FZB-BH a ler, no horário de almoço ou em casa, além de contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um. Partindo de sua própria experiência (Márcia lê entre 12 e 15 livros por ano) e também do fato de um de seus colegas ler em profusão enquanto outros ainda necessitam de estímulo, a bióloga decidiu transformar sua ideia em ação. 

Com um galão de tinta vermelha, rolo para pintura, caixas de plástico branco (usadas no transporte e no acondicionamento de plantas), parafusos e os dizeres Leu-Devolveu impressos em acetato, foi criado um espaço apropriado para receber os mais de 100 livros também doados por ela. 

Entre os títulos estão obras de grandes autores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Manoel de Barros, Eça de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Oswaldo França Júnior, Lygia Fagundes Teles e Autran Dourado, entre outros.

Uma ideia simples, mas que promete trazer muitos benefícios para todos. “Pensei que se oferecêssemos livros de literatura aos servidores do Jardim Botânico estaríamos propiciando uma oportunidade transformadora. Acredito que a disponibilidade de livros e a leitura espontânea propiciarão o desenvolvimento do hábito e das habilidades relacionadas à leitura e, indiretamente, irá melhorar a satisfação no ambiente de trabalho”, destacou.

 

Prazer

Um exemplo do quanto a leitura pode ser uma atividade prazerosa e também muito instrutiva é o do jardineiro Sérgio Alexandre. Ele lê entre 21 e 25 livros por ano e diz que sua paixão vem desde a época em que estudava em um colégio que possuía uma excelente biblioteca. “Quando você lê um livro, você viaja longe, mesmo não saindo do lugar”, comentou. 

Para Sérgio, que tem gosto bastante variado e já se enveredou pela obra de autores como Jorge Amado, João Calvino, Erico Verissimo, Eça de Queirós, Dostoiévski e Nabokov, a ideia de criar um espaço de leitura na Fundação facilita bastante o acesso aos livros no próprio ambiente de trabalho. “A ideia foi genial. Não é qualquer lugar que oferece a oportunidade espontânea de leitura. É como uma espécie de self service, só que de livros”, disse. 

O próximo passo do projeto é estimular a doação de outros livros, garantindo desse modo uma variedade de títulos e a livre circulação de histórias entre os servidores e funcionários.

Postado por Jorge Espeschit em 14/03/2014

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