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Sustentabilidade

Belo Horizonte, a Capital Brasileira da Hora do Planeta


Belo Horizonte, a Capital Brasileira da Hora do Planeta

Belo Horizonte é a Capital Brasileira da Hora do Planeta. O anúncio aconteceu nesta segunda-feira, dia 24, no salão nobre da Prefeitura, no Centro, após a cidade vencer o título em âmbito nacional em uma disputa com Rio de Janeiro e São Paulo. O júri internacional da Hora do Planeta: o Desafio das Cidades, projeto global do WWF em parceria com o Iclei - Governos Locais pela Sustentabilidade), premiou a capital mineira pelo esforço direcionado para a sustentabilidade. Em sua terceira edição, o desafio elegeu capitais de 13 países que atuam na preservação ambiental sustentável. A cidade agora vai concorrer ao título internacional, em evento que vai acontecer na quinta, dia 27, em Vancouver, no Canadá.

Pela primeira vez o Brasil participou desta disputa e apresentou projetos de oito capitais que tinham como objetivo amenizar os efeitos das mudanças climáticas e adaptações que tenham como foto benefícios diante destas variações. No Desafio das Cidades, foram avaliados os investimentos na reestruturação das matrizes energéticas para fontes limpas. As iniciativas municipais foram reportadas em uma plataforma de registro de carbono para as cidades (Carbonn), reconhecida internacionalmente e administrada pelo Iclei. Dados relevantes, ações e planos para a manutenção de um clima equilibrado e um futuro sustentável foram apresentados pelas cidades. 

“A primeira edição do Desafio no Brasil nos mostra que há excelentes exemplos de cidades que desempenham um papel de liderança, medindo suas emissões e construindo planos abrangentes para enfrentar as mudanças climáticas”, observou Florence Laloe, secretária executiva do Iclei. 

Segundo parecer técnico do júri internacional composto por especialistas, Belo Horizonte “apresenta uma estratégia de baixo carbono integrada, guiada por uma visão forte e construída através de ações concretas”. Entre os projetos que levaram a capital à vitória, está a Usina Solar Fotovoltaica, instalada na cobertura do Mineirão, um dos estádios da Copa do Mundo. O desenvolvimento adequado da energia solar térmica também foi fator determinante. A capital mineira é referência na aplicação do coletor solar para aquecimento de água e em números de edificações multifamiliares existentes com a aplicação da tecnologia – aproximadamente 3 mil edifícios residenciais. Outro destaque foi o Programa de Eficiência Energética da Cemig, por meio do qual parte do lucro da empresa é destinada à pesquisa e ao desenvolvimento. Ainda segundo o júri, a cidade “demonstra grande liderança local em ações climáticas dentro de uma economia emergente”.

Segundo o prefeito Marcio Lacerda, este reconhecimento significa que Belo Horizonte é onde há sinergia e escala necessária para dar um grande salto em direção à sustentabilidade. Marcio afirma também que outros quesitos de sustentabilidade podem ser trabalhados em prol da qualidade climática, como o uso das lâmpadas de led, sustentáveis e econômicas. “A substituição das lâmpadas semafóricas tradicionais pelas luzes de led na cidade foi muito bem sucedida”, comentou.

A mobilidade urbana está diretamente ligada à sustentabilidade. Por isso, planejamentos que contemplem os dois pontos são fundamentais para ações de sustentabilidade. Em Belo Horizonte, o BRT Move utiliza diesel elétrico, combustível menos poluente em comparação aos tradicionais. O prefeito destaca que a utilização do diesel elétrico no sistema de transporte público “é o estágio mais avançado da tecnologia não poluente”. 

O coordenador de campanhas do WWF, Michel Rodrigues, elogiou as ações e esforços da capital mineira em função do desenvolvimento sustentável e a participação efetiva no evento Hora do Planeta, no próximo sábado, dia 29. Durante uma hora, serão apagadas as luzes de diversos pontos da cidade, como a Igreja São Francisco de Assis, a sede da Prefeitura, a Praça da Bandeira, a Assembleia Legislativa, a Cidade Administrativa, a Câmara Municipal e a Secretaria de Meio Ambiente, além de bares e hotéis. 

Capital Sustentável

Belo Horizonte é a Capital Solar do Brasil, pois possui uma área de painéis de captação de energia do sol de 923 mil m², oito vezes maior do que a média nacional. No que se refere à gestão de resíduos sólidos, mantém uma central de tratamento no aterro sanitário, situado na região Noroeste da cidade e desativado desde 2007, que processa e queima o gás metano produzido a partir da decomposição do lixo aterrado e gera energia elétrica que é comprada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). 

Dentro do Plano de Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa (Pregee), a cidade propõe um conjunto de iniciativas para adaptação do ambiente às mudanças climáticas, apoiando o investimento em energias renováveis. O Pregee foi concluído em maio de 2013 e tem como meta reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 20% até o ano de 2030. Para isso, um conjunto de iniciativas colabora para a adaptação do ambiente às mudanças climáticas. Ações que abrangem transporte, energia, construções sustentáveis, uso do solo, saúde e educação ambiental.

Diante deste plano, Belo Horizonte selou parceria com o Banco Mundial para identificar os setores com baixo desempenho e o potencial de economia de melhor eficiência energética, usando a Avaliação Rápida de Energia na Cidade (Trace). O Trace é uma ferramenta estratégica para ajudar na identificação rápida das oportunidades de eficiência energética. Belo Horizonte é a primeira cidade na América Latina a utilizar a ferramenta.

Outra ação da capital em prol do meio ambiente é a adoção do Selo BH Sustentável, que certifica empreendimentos pú¬blicos e privados, prédios residenciais e comerciais que adotam medidas que contribuem para a redução do consumo de água, energia, de emissões diretas de gases de efeito estufa e para a redução/reciclagem de resíduos sólidos.

Belo Horizonte também foi escolhida como uma das cidades satélites do Promovendo Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono em Países Emergentes (Urban LEDS), projeto do Iclei em parceria com a ONU Habitat e financiado pela Comissão Europeia.

Postado por Jorge Espeschit em 29/03/2014

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2 Comentários para "Belo Horizonte, a Capital Brasileira da Hora do Planeta"

  1. Alexandre Magrineli dos Reis 29/03/2014

    Jorge, eu te respeito muito mas isto é uma piada de muito mal gosto q o WWF fez, q só serviu para autopromoção do prefeito junto ao ICLEI e ao C40. Eu realmente queria uma explicação racional sua de o pq a Prefeitura da capital nacional da hora do planeta não fez nenhuma campanha decente em mídia para engajamento da população. A capital solar esconde hoje a privatização do urbano, que vcs e outros estão ajudando a fazer...

  2. Joaquim Cândido da Silva 29/03/2014

    Envio link do fórum da Campanha Contra a Violência referente ao meio ambiente http://www.contraaviolencia.org/Forum.asp?CT=33 "O mundo sem água é um corpo sem alma" Parabéns, Belo Horizonte. Joaquim Cândido da Silva - Idealizador da Campanha Contra a Violência.

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