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Experiências Inovadoras

Stanford realiza programa de inovação em BH



A primeira etapa do Programa de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Stanford, que aconteceu esta semana na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), terminou na sexta-feira. O projeto, até então inédito na América Latina, reuniu 25 empresas mineiras da área de Tecnologia da Informação (TI), que participaram de cursos, workshops e ainda elaboraram rápidas apresentações, denominadas pitches, avaliadas por uma equipe de professores da renomada instituição norte-americana.


O programa veio para o Estado devido a uma parceria do MGTI, que reúne as quatro entidades representativas do setor de TI mineiro, Assespro-MG, Fumsoft, Sucesu Minas e Sindinfor, com a universidade estrangeira. Ele também conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), do governo do Estado, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


De acordo com a CEO da Fumsoft, Flávia Guerra, o MGTI conheceu o programa e enxergou nele uma excelente chance de melhorar e desenvolver ainda mais as empresas de TI do Estado. "O MGTI deu o primeiro passo e se aproximou da instituição, que se interessou por Minas Gerais. Dentro desse eixo, o nosso objetivo é trazer o que há de melhor no mundo em capacitação para nossas empresas de base tecnológica", explica.


Ela espera que, após o programa, as empresas tenham ampliado o seu conceito de inovação e empreendedorismo. "Certamente, todos vão sair do programa com uma visão diferente da qual entraram", acrescenta Flávia Guerra. Entre os assuntos abordados estão: como montar equipes produtivas, como identificar potenciais clientes, desenvolvimento e registro de produtos, entre vários outros aspectos.


O programa se estende até o fim da primeira quinzena de outubro. A partir de agora, os participantes vão desempenhar algumas tarefas antes do segundo módulo presencial, que acontece entre os dias 13 e 17 de outubro na Universidade de Stanford, em São Francisco, na Califórnia. Neste caso, as empresas farão apresentações para investidores do Vale do Silício, o que representa uma valiosa oportunidade alavancar os negócios a nível internacional.



Empreendedorismo

 

Segundo um dos participantes do Programa de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Stanford, o diretor de Marketing da Qeepme, Wilson Caldeira, após o projeto a empresa deve dar um salto significativo em qualidade. "Vamos chegar ao berço da qualidade das informações de TI, no Vale do Silício. Esta é a nossa principal motivação", revela. As atividades da Qeepme começaram há cerca de um ano. "Ela é uma startup em estágio inicial", define. A proposta dela é criar plataformas e aplicativos que unem medicina e tecnologia, beneficiando médicos, operadores e pacientes.


Quem também demonstrou bastante entusiasmo com o projeto foi o CEO da Siteware, Marcello Ladeira. Ela oferece soluções para gestão do planejamento estratégico das empresas e já está há 12 anos no mercado. "Somos uma empresa lucrativa, mas pretendemos crescer muito mais. Sabemos que nosso produto é bom o suficiente para ser vendido fora no exterior e foi essa inquietude que incentivou a nossa participação no programa", relata.



Stanford

 

A Universidade de Stanford é um dos principais polos de inovação e empreendedorismo há muitos anos. O Vale do Silício, onde a universidade está localizada, é a casa de muitos gigantes da área de tecnologia, com raízes em Stanford. Empresas como HP, Cisco, Nvidia e Google foram fundadas por alunos da Stanford. Com a ajuda do ecossistema que se criou no Vale do Silício, essas empresas e muitas outras vêm se beneficiando do acesso a funcionários altamente qualificados, da grande disponibilidade de investimentos via capital de risco e da coragem de fornecerem produtos e serviços para um mercado global.


Stanford foi capaz de pesquisar e adquirir muito do conhecimento dessas empresas e transformá-lo em um programa de inovação e empreendedorismo que tem sido aplicado em todo o mundo. Um destaque é o programa na França, onde a região de Lille e seu ecossistema de startups conseguiu atingir um patamar de 30 milhões de euros, a partir do engajamento de algumas empresas que participaram do programa.

Postado por Jorge Espeschit em 15/09/2014

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