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Sistema de Informação em Saúde de BH é referência para o país




O secretário de Gestão Estratégica do Ministério da Saúde, Luiz Odorico Monteiro, disse na última semana, quando visitou a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), que o Governo Federal pretende adotar o modelo de tecnologia da informação em saúde de Belo Horizonte e implantá-lo em todo o país. A medida tem como objetivo acelerar o processo de expansão do Cartão Nacional de Saúde.

“A determinação da presidente Dilma Roussef e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é acelerar a implantação do Cartão-SUS. E Belo Horizonte conseguiu desenvolver um sistema de informação que funciona muito bem. Nossa intenção é que esse sistema possa acelerar a implantação do cartão saúde em todo o país”, afirmou Odorico Monteiro durante encontro com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira.

Odorico Monteiro veio a Belo Horizonte acompanhado pelo diretor nacional do Datasus, Augusto Cesar Gadelha e sua equipe. O objetivo foi conhecer o Sistema de Informação Saúde em Rede (Sisrede), criado em 2002, e que armazena todo o prontuário de atendimento do cidadão, como consultas, exames e entrega de medicamentos. A tecnologia utilizada pela SMSA é considerada a mais avançada do país, daí o interesse do Ministério da Saúde. O Sisrede funciona de acordo com as práticas de informatização da atenção à saúde ditadas pelo SUS.

Embora tenha menos de dez anos, seria preciso uma base tecnológica mais avançada para o Sisrede operar nacionalmente. A intenção do Ministério da Saúde é adapta-lo à sua necessidade, construindo, assim, um padrão nacional de sistema de informação em saúde.

Recentemente, o MS e a SMSA firmaram um convênio que prevê a modernização do Sisrede. O contrato, ainda sem desembolso, aguarda tramitação nos órgãos federais para futuros repasses. Estima-se que a modernização do sistema custaria R$ 33 milhões, dos quais R$ 25 milhões viriam do Governo Federal. “Em relação à parte municipal, exige-se uma contrapartida financeira e outra em serviços (R$ 400 mil e R$ 1,2 milhão, respectivamente). Como esse projeto irá beneficiar outras secretarias municipais, haverá uma discussão sobre essas contribuírem com o projeto”, explicou a secretária adjunta da Gerência de Tecnologia e Informação em Saúde, Neuslene de Queiroz.

 

Cartão Nacional de Saúde

O processo de implantação do cartão começou após quatro anos de atraso, em 1999. Atualmente em fase de projeto piltoto, o cartão abrange 44 municípios brasileiros e atinge todas as regiões do país, alcançando cerca de 13 milhões de usuários dos SUS. O programa é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do projeto Reforço à Reorganização do SUS (Reforsus).

O objetivo do Cartão Nacional de Saúde é possibilitar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a capacidade de identificação individualizada dos usuários. Para tanto, está sendo constituído o Cadastro de Usuários do SUS, baseado no número PIS-Pasep. Cada cidadão terá um cartão identificador que facilitará seu acesso ao sistema.

A partir do cadastramento e da emissão do cartão, será possível identificar o usuário em todos os seus contatos com o SUS e acompanhar a sua evolução dentro do sistema, com efeitos na atenção individual e no planejamento das ações de saúde.

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